05h24 am. Eu embrulhada na cama, de olhos abertos. Um vento frio dançante entre as cortinas avisa que a manhã não vai ser tão clara. Uma breve felicidade encontrada apenas no controle de tudo. Eu não queria crescer, nem diminuir. Eu queria mudar o que estava estragado! Apressurava então, pra tudo dar tempo. Confiante de possibilidades, levantei... Mas seu olhar compenetrava meu tempo. Em pé, arrastante, decidida, construía em mim a minha varanda, com quadros e flores, um colchão e uma luz menor. Uma cor; amarelo. Ele não podia ver nem sentir, um sonho real só meu. Um almejo doce de um futuro de sim renascia em mim. Entrelaçava-se nessa manhã, anoitecendo o que fui ontem e eu já nem sabia mais esperar. Vivia!

1 comentários:
A gente tem mesmo essa capacidade frágil de imaginar universos e sonhos doces só nossos, mas de vez em quando eu gosto de dividir, é tão bom sonhar juntinho com quem se ama, faz tempo que eu sonho no plural, é felicidade em dobro.
Abraço.
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